22 de jun. de 2017
As coisas que perdi
Já perdi tanta coisa
Que fico a pensar: será que existe um jeito de não se apegar?!
Já perdi gente tão querida,
Que quase penso: teria sido melhor a ninguém amar?!
Perdi a gatinha (que tanto amava),
a companhia (que tanto prezava),
a esperança (que tanto precisava).
Perdi a coragem (diante de uma oportunidade),
o sono (por muito me preocupar),
o sonho (por pouco tentar).
Perdi a chance de rir (diante da bobeira),
a calma (por causa de besteira),
o sorriso (pra dar lugar a choradeira).
Perdi a paciência, a confiança,
muitas lembranças, memórias,
a noção do tempo, a hora,
a chance de ficar calada, a boa palavra,
a consideração,
a boa intenção.
Perdi a saída,
o caminho,
a próxima parada,
o tempo, o presente,
o amigo, o contato,
o amor, o amado.
E de tanto perder, já nem sei mais se quero algo (ou alguém) encontrar.
22 de fev. de 2017
Por causa do TUDO
E a gente vai dando conta, segurando as broncas, fingindo que não vê, que não ouve, respirando fundo, contando até 10, até 50, haja número, erguendo a cabeça, engolindo o choro, dançando uma música barulhenta e sem ritmo, buscando algum sentido, correndo contra o tempo, perdendo o precioso tempo, ganhando culpa, não se dando ao trabalho de nenhuma desculpa, ignorando as palavras ditas (e malditas), relevando os olhares tortos, desviando da fúria, do ataque, aguentando a dor, o cansaço, a verdade, jogando um jogo com regras que ninguém entende, sem pausa, sem reprise, sem torcida.
E apesar de tudo (ou por causa do TUDO que um dia virá), a gente não desiste e segue em frente, dando conta, segurando as broncas…
E apesar de tudo (ou por causa do TUDO que um dia virá), a gente não desiste e segue em frente, dando conta, segurando as broncas…
10 de jan. de 2017
Para 2017, confiança
O ano começou, e uma lista considerei fazer.
Objetivos, desejos, aonde chegar.
Mas logo pensei:
Por que novamente correr o risco de me frustrar?
Qual o sentido de pensar no amanhã se nem o hoje posso controlar?
Por alguns dias, nessa angustia fiquei.
Desanimada, abatida, sem norte, sem direção.
Foi então que ouvi uma voz tranquila, falando ao meu coração:
“Por que simplesmente não me deixa te surpreender?
Confie em mim, eu sei o que estou a fazer! ”
Foi assim que decidi nenhuma lista escrever,
O ano de 2017 a Deus entreguei.
Sua vontade (boa, perfeita e agradável)
É melhor que qualquer plano que eu possa ter.
Em plena rendição, confiarei em seu querer.
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