17 de jul. de 2020
10 de mai. de 2020
Mãe: o amor que está sempre perto
Seja no ventre ou no coração, tudo começou ali, dentro dela - envolto em um grande mistério, rodeado de dúvidas e expectativas.
Os dias pareceram poucos para tantos preparativos e cuidados. E pareceram muitos, para aguentar tanta saudade de quem ainda nem se conhecia. E quando chegou o tão esperado momento do encontro, do olho no olho, o tempo fez sentido. Como milagre, a vida transbordou e se fundiu em outra, de forma profunda e para sempre. Como presente divino, o amor que sentiu já era imensurável e indescritível.
Ali, mesmo sem nem saber por onde começar, ela se viu pronta. Se viu desajeitada, às vezes, até apavorada, mas descobriu dentro de si paciência, persistência e a maior vontade de acertar.
Suas mãos se tornaram ágeis, seus ouvidos atentos, seu sono leve. Suas palavras se tornaram cantigas de ninar e seu colo se tornou quente, um lugar seguro para estar.
Suas preocupações dobraram, ah, como dobraram, mas suas orações a Deus nunca se tornaram tão confiantes. Seus medos aumentaram, mas nunca se provou tão forte e corajosa.
E assim, sem nem saber quando e como aconteceu, ela se viu Mãe. E ao se ver mãe, ela compreendeu a beleza do amor que carrega: um amor que sempre estará junto, pertinho de cada filho, mesmo quando não puder estar.
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Em 2020, o Dia das Mães será diferente.
Milhares de famílias não poderão se reunir fisicamente para comemorarem esse dia – mas como o amor de mãe, encontrarão formas de estarem juntas, mesmo que virtualmente.
Outras milhares de famílias estarão com o coração carregado de angústia, tristeza ou luto. Em oração, desejo consolo e conforto para cada uma.
Deus as abençoe!
Na esperança de dias melhores,
Alessandra Correa
(*texto meu publicado no Portal APROFEM)
10 de abr. de 2020
Uma Grande Notícia
Por todo o mundo, as notícias são de morte. A cada instante, os números crescem. Por trás de cada número, uma pessoa. Uma pessoa com nome, sonhos e tanto desejo de viver. E a cada vida que se vai, uma família que fica. Que fica com a saudade, com o choro, com o quarto vazio, o lugar na mesa vazio. E a cada vida que se vai, um amigo que fica. Fica com o coração doído, com a risada guardada, a história na ponta da língua (e agora, pra quem irá contar?).
Desde o início do mundo é assim. A morte separa, faz chorar, faz doer. Ela avisa que vai chegar, mas ninguém a espera. E quando chega é surpresa, não dá tempo pra despedidas, “mas ontem eu falei com ele, estava tão bem...”. A morte vem pra todos, não poupa ninguém. Não se importa com a idade, com o dinheiro, não pergunta se já realizou os sonhos que queria, se já se apaixonou, se há alguém com quem se reconciliar. Ela apenas vem. Arranja uma desculpa e vem. Foi um acidente, foi um câncer, foi a guerra, foi o novo vírus, foi mal súbito, foi de repente.
Mas não era para ser assim! Quando tudo começou o sopro era de Vida. Apenas Vida! Mas o pecado entrou em cena e com ele a morte... mas não para sempre.
Porque houve um tempo, que o próprio Deus veio ao mundo. Nasceu como menino chorão, dobrinhas no joelho, cheirinho, olhos curiosos, mãozinhas espertas. O menino, chamado Jesus, cresceu, se provou Mestre. Ensinou, inspirou, confrontou. Fez amigos, brincou com o vento, com as impossibilidades, com as crianças. E aqui também experimentou a dor. A traição. A Cruz. E nela, se viu desamparado. Viu a Mãe e o amigo chorando. Fez perguntas. Na mesma Cruz, perdoou. Pronunciou palavras de esperança. De consolo. E naquela sexta-feira, entregou ao Pai seu espírito e morreu. O motivo? Amor. O Maior Amor do Mundo.
Mas a morte ficou inquieta. Andando de um lado para outro, sabia que algo poderoso estava para acontecer. Que dessa vez a vitória seria de outro. Domingo chegou, e não teve para onde fugir. O túmulo ficou vazio. A morte foi vencida, Jesus Ressuscitou!
Para todo o mundo, que Grande Notícia!
A morte não tem a palavra final. Há vida prometida. Há esperança. Na morte, há encontro - com o próprio Autor da Vida!
A morte não tem a palavra final. Há vida prometida. Há esperança. Na morte, há encontro - com o próprio Autor da Vida!
Diz um ditado por aí que para tudo se dá um jeito, menos para a morte. Pois olha só, até pra morte há um jeito - e esse jeito é uma Pessoa, é Jesus!
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?” - João 11.25-26
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” - João 3.16
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